terça-feira, 22 de maio de 2012

Recordações

Às vezes eu penso que eu esqueci de você
parece que nunca existiu o que a gente viveu
Às vezes me pego pensando como pode acontecer
se isso foi mesmo real ou só delírio meu

Eu lembro daquilo que a gente sempre sonhava em fazer
de fazer a coisa certa pra um mundo melhor
Uma conversa, um olhar, já bastava pra você
aos 25 de sonho com o Belchior

Toda vez que vejo uma foto antiga
percebo quanto tempo já passou
e como o tempo muda nossa vida
e quando a gente nota acabou.

O pouco do que fizemos talvez sirva
pra plantar essa semente do amor
talvez ela não cure as feridas
mas possa transformar o que restou.


domingo, 13 de maio de 2012

Nem pra serem os últimos

Ao transferir meu título de eleitor, 
percebi a alegria de alguns jovens
em poder exercer
o "direito a cidadania".
Infelizmente,
muitos desses jovens
não tem noção nenhuma
da importância que aquele papelzinho tem.
Talvez, ao longo da vida,
muitos deles percebam
(assim como eu o fiz)
que é a partir dali
que eles começaram a perder o seu valor.
Pois o poeta acredita
que quando as palavras
não são sentidas,
não podem ser verdadeiras.
E se as promessas
não são sinceras,
tampouco são
as intenções.

 Nem pr'aqueles primeiros votos serem os últimos.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Deseducassão

Voudizerdeumavezdeumsófôlegosempararsemvírgulaspontosnemexclamações
umacoisaqueacreditoetenhocertezaquenãovaimudarnuncaéessacoisadogoverno
sustentaropovocommigalhadebolsafamíliaacomodatodomundoquemanda
seusfilhospraescolaedaquieenchemosacodagentedizendoqueprofessor
temqueserpaiporranenhumaeutentoeducarmastômedeseducandocomessahistória.
 Pronto, falei.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Maquiagem

Vejo as mulheres
e as cidades
para ficarem bonitas
usam maquiagem.

Em ambas
disfarçam
as imperfeições
os buracos
as manchas
os defeitos
que elas possuem.

Fazem festa
para todos
e enganam
quem não as conhece.


Mas a intenção das mulheres é boa.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Digitado aleatoriamente antes do almoço

Ainda estou no trabalho, aguardando a impressora terminar de imprimir algumas atividades para hoje.

Tenho a primeira aula.

O reco-reco da impressora já me encheu o saco. Aquela matricial, Epson. Um porre.

E ainda tenho que ficar de olho para que o papel não saia do lugar.

Investimento em educação é isso.

Epa, peraí...

...

Merda.

Saiu.

Mas já consertei.

As próximas vão sair certas.

Começo a digitar essas palavras meio sem saber ao certo o que quero dizer.

Hoje tivemos uma palestra. A moça falou sobre a dengue, modos de contágio.

Prevenção.

Em seguida, muitos alunos foram às ruas usando luvas para recolher lixo e colocá-lo nos cestos, visando diminuir a sujeira e os focos para o mosquito.

Ao voltarem, compraram "geladinhos".

Não todos os alunos, mas a maioria deles.

Ultimamente, apesar da chuva, o tempo tem estado muito quente.

Refrescaram-se tomando seus picolés.

E jogaram os saquinhos no chão.

Não todos os alunos, mas a maioria deles.

Poderiam me dizer que muitos fazem isso.

Eu sei. São apenas crianças.

Inocentes, inconsequentes, desatentas.

Mas copiam muito do que os adultos fazem.

Infelizmente.