segunda-feira, 10 de outubro de 2016

de pé seguiremos

Quase 4 da manhã e eu ainda de pé.
Insone, vago pela net em busca de ideias alheias, enquanto me desapego das minhas próprias.
Mas não somos sempre referenciados por algo ou alguém?
De qualquer maneira, a superficialidade da tela toma conta dos raros momentos de foco que ainda consigo ter.
Sentindo muito, não consigo encontrar sentido no que vejo ou faço.
Cercado de contradições, permaneço me contradizendo boa parte do tempo.
Sinceramente, psicologicamente, tem sido tempos difíceis.
Tempos de questionamentos profundos, tempos de busca incessante por aquilo que não se quer achar.
Os passos seguem cronologicamente, automaticamente, o rumo que encontram.
Ainda não é o ideal.
Ou não é mais?
Nem sei.
Mas ainda estou de pé.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

PROCURA-SE

Procuram-se novos destinos
para uma mente fértil de boas intenções
desgastada pela incerteza do amanhã
desiludida pelos poucos êxitos obtidos
corrompida pelas nuances do sistema
que já encarou o fato de que não se pode mudar muito as coisas
a menos que se mudem as pessoas.

Procuram-se novos sonhos
novos objetivos
novos caminhos
para uma mente cansada do desrespeito social,
decepcionada com a falta de reconhecimento
e pela percepção dos valores inversos que a nossa sociedade reproduz.

Procura-se uma nova rotina
repleta de momentos felizes
mesmo que acompanhados de pequenas doses
da melancolia necessária à vida.


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

sempre há tempo

sempre há tempo
para os que querem
para os que sonham
para os que lutam
para os guerreiros
para os que despertam.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Outra vez me vejo sozinho comigo
e nada que eu faça
ou que eu pense
pode ajudar
a sair
daqui.

Penso
que talvez
a única solução
seja eu não esquecer
dos outros à minha volta
e torná-los o motivo real de ser e estar.

Mas eis que surgem a angustiante certeza que me acompanha há tempos:
para qualquer lugar que eu vá
o que não posso deixar acontecer
são os mesmos erros
os mesmos tropeços
as mesmas falhas
desse mesmo eu.

Tempo de seguir novos rumos.

Fragmentos

As luzes se apagam.
O sonho se esvaece entre os dedos, deixando a impressão do não feito.
Arrependimento? Impotência.
Covardia.
Talvez nunca haja outra oportunidade.
Talvez já não exista mais solução.
Imagens, dilemas morais, representações de como as coisas deveriam ser.
Mas não vem sendo já há algum tempo.
É uma luta constante entre o ser e o querer.
Depois de tanto tempo, as dúvidas ainda são as mesmas.
Será que são?
O que existe apenas são fragmentos,
frutos da inoperância,
da fraqueza,
do ostracismo deliberado.

Ainda há outro caminho?