quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

SENSAÇÕES AO VOLANTE

Ele ganhou seu mais novo brinquedinho de classe média.
E agora?
Será que ele vai colocar em prática todo aquele discurso de pedestre,
ou vai começar a experimentar as novas sensações?
Vai continuar pregando a atenção, a prudência, a sobriedade,
ou vai se deixar levar pela emoção da velocidade?
A música provoca. Vai ficar aí parado?
Está tranquilo. Nunca sentiu tanta confiança em si mesmo como agora.
Tudo tornou-se mais fácil. Mais rápido. mais leve.
Isso é bobagem. É sempre possível manter a consciência.
É sempre possível saber a hora certa de parar, a hora de certa de seguir.
As sensações sempre estão a nos seguir.
O importante é manter-se calmo.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O NOVO ORKUT?




Lembro que, no início dos anos 2000, quando a Internet começou a ficar mais popular entre as pessoas, a febre das redes sociais eram os mIRQs, os grupos de bate-papo, em que as pessoas tinham a oportunidade de se conhecer e conversar online. Já haviam os emails também, porém mais utilizados de forma comercial. Em seguida, surgiram o Messenger, o Orkut, Twitter, Badoo e inúmeras outras. Algumas duraram pouco tempo, outras funcionam até hoje.

Ultimamente, a rede social em voga é o Facebook. Quem ainda não tem é antigo, ultrapassado e todos os sinônimos de passado. A velocidade com que se trocam informações é maior, a interface é mais agradável aos olhos, o número de spams é praticamente inexistente (uma das causas principais da decadência do Orkut) e não se te a necessidade de limpar a caixa de mensagens, pois a própria rede faz isso. Aliás, sequer existe uma.

Acredito que um dos principais motivos da queda de popularidade do Orkut foi uma só: futilidade em excesso. Vivemos na era da cultura inútil: grande parte da informação é descartável. Nas redes sociais então, a maioria das pessoas envia piadas sem graça, imagens sem sentido, correntes idiotas e desinformações que, sinceramente, não acrescentam em nada para a vida de ninguém. Já percebo alguns posts no mesmo nível também no Face. Por incrível que pareça, muitos dos que chamam o Orkut de velho e cafona, são os mesmos que propagam essas DESinformações (tá, confesso que faço isso algumas vezes). Está certo que usemos a rede para se distrair, para se comunicar com os amigos, mas pelo amor de Deus, já basta o que a televisão faz! Vamos divulgar cultura também!

Considerando a efemeridade das redes, o onda do Facebook vai passar. Uma outra com certeza vai surgir com melhores atrativos e conseguirá desbancar a criação de Mark Zuckenberg. Então que aproveitemos essa interatividade de maneira inteligente também. Esqueçam as correntes e piadas sem graça. Intelectualidade em excesso gera arrogância, mas futilidade em excesso gera ignorância.

Pra terminar no melhor estilo, CURTE E COMPARTILHA!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

INSÔNIA

Desde cedo uma enxaqueca me atormenta.
Passei os últimos três dias com febre, tossindo muito e tremendo.
A danada da gripe me pegou - e olha que isso é raro acontecer.
Procuro alguma coisa na TV para me distrair.
Assisto um filme até tarde. A cabeça não para de doer.
Perco a paciência. Deito para dormir. Talvez com uma boa noite de sono ela passe.
Que nada.
Remexo-me de um lado para o outro.
É a insõnia novamente que veio me fazer companhia.
Tento relaxar, mas a cabeça fervilha de pensamentos.
A dor continua a incomodar.
Penso nas vezes que coloquei o trabalho no lugar da família.
Ou até outra coisa qualquer.
Minha esposa chamando para deitar e simplesmente respondi: "Já vou." Mas não fui.
Meu filho querendo minha atenção, mas eu estava ocupado demais dando atenção aos outros.
Os poucos momentos que passamos juntos foram poucos, mas acredito que pra ele tenha significado muita coisa.
E eu que me queixei a vida inteira de não ter tido um pai...
Alguns dizem que são sacrifícios necessários para o sustento da família.
Surgem dúvidas em minha mente quanto a isso e o sono não vem.
A enxaqueca torna-se mais forte.
Enquanto a água ferve, ouço apenas o cri-cri dos grilos e um som que lagartixa faz que eu não sei como se chama.
Preparo meu leite e, enquanto o bebo, estou escrevendo essas palavras.
Simplesmente porque deu vontade.
A dor de cabeça diminui.
Agora, acho que posso dormir.
Era só a barriga vazia. Eu espero.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Ilusões largadas numa tranquila manhã de segunda-feira

Na mente do homem
já não existe mais esperança.
A fé dissipou-se como se fosse fumaça de fogueira
da folha da bananeira.
Rapidamente, sugeri a mim mesmo
bater em retirada
deixando minha ilusão largada,
meus sonhos, anseios, receios,
jogados ao pé da cama
nessa manhã tranquila de segunda-feira.

Ora, chegaram as férias! Que se dane o mundo!
Após décadas de tentativas,
de lutas negativas,
quase todas vãs (embora sãs),
abraçou a cômoda situação em que se encontrava
e deixou sua ilusão largada,
seus sonhos, anseios, receios,
jogados ao pé da cama
nessa manhã tranquila de segunda-feira.

Eis que surge uma luz.
Mas não era um sinal:
era apenas o reflexo da sua apatia
no espelho quebrado, caído no chão,
que queimava seus olhos ao mostrar sua imagem refletindo
todo o desencanto que os anos
e o maldito andar da carruagem (e seus ignóbeis cavaleiros,
que do alto de suas cocheiras observam a desgraça alheia)
haviam corrompido
e deixado sua ilusão largada,
seus sonhos, anseios, receios,
jogados ao pé da cama
nessa tranquila manhã de segunda-feira.

domingo, 20 de novembro de 2011

BRINCADEIRA DE CRIANÇA

O pequeno Lucas vinha correndo, cheio de perguntas. Queria saber de tudo.

“Mamãe, pra que serve isso?”
“Mamãe, o menino está dirigindo o carro, não é?

A mãe impacientava-se com tantos questionamentos, um atrás do outro. Até ela não sabia mais responder.

“Ah, Lucas! Eu não sei! Vai brincar, vai!”

E Lucas saía correndo. Num momento, estava enfrentando dragões com sua espada. Um instante depois, já estava a caçar dinossauros. Em seguida, ele era um super-herói, que voava em uma espaçonave para outros planetas.

“Fica quieto, menino! Olha a bagunça!”

Lucas nem ligava. A mãe depois arrumava, como sempre.

A hora do jantar era uma guerra.

“Come, menino! Senão esfria!
“Eca! O que é isso? Quero pipoca!”
“Não dou! Você tem que comer tudo. Verduras vão te deixar mais forte.”

Com muito custo, a mãe conseguia fazer com que ele comesse a metade. Normalmente o pai chegava a essa hora. Estava cansado, mas depois de um abraço e um beijo do filho sentia-se bem melhor. Brincavam boa parte da noite, até a hora do noticiário. Embora impaciente, Lucas sentava ao lado dos pais para assistir também. As perguntas ressurgiam:

“Papai, por que aquele homem não parou o carro?”
“Meu filho, papai quer assistir o jornal, tá bom?” insistia o pai.

Logo, Lucas começa a bocejar. O sono chegou. Os pais o levam para a cama e contam historinhas. A preferida dele é “Os três porquinhos”. Após o término, recebe dois beijos no rosto. Então dorme. E no sonho, a brincadeira continua.