quarta-feira, 21 de outubro de 2015

sempre há tempo

sempre há tempo
para os que querem
para os que sonham
para os que lutam
para os guerreiros
para os que despertam.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Outra vez me vejo sozinho comigo
e nada que eu faça
ou que eu pense
pode ajudar
a sair
daqui.

Penso
que talvez
a única solução
seja eu não esquecer
dos outros à minha volta
e torná-los o motivo real de ser e estar.

Mas eis que surgem a angustiante certeza que me acompanha há tempos:
para qualquer lugar que eu vá
o que não posso deixar acontecer
são os mesmos erros
os mesmos tropeços
as mesmas falhas
desse mesmo eu.

Tempo de seguir novos rumos.

Fragmentos

As luzes se apagam.
O sonho se esvaece entre os dedos, deixando a impressão do não feito.
Arrependimento? Impotência.
Covardia.
Talvez nunca haja outra oportunidade.
Talvez já não exista mais solução.
Imagens, dilemas morais, representações de como as coisas deveriam ser.
Mas não vem sendo já há algum tempo.
É uma luta constante entre o ser e o querer.
Depois de tanto tempo, as dúvidas ainda são as mesmas.
Será que são?
O que existe apenas são fragmentos,
frutos da inoperância,
da fraqueza,
do ostracismo deliberado.

Ainda há outro caminho?

sábado, 2 de agosto de 2014

Porcos

Estão porcos.
No meio dos porcos,
alimentam-se como porcos.
Andam em filas
como porcos.
A prole dos bacuris só aumenta a cada dia que passa,
fadados a seguir o mesmo destino de seus genitores.
Viver como porcos.
São tratados como porcos pela sociedade.
Por outro lado, os grandes porcos dessa nação
que só engordam suas contas,
se lambuzam no chiqueiro da mentira,
sustentados pela sujeira da ignorância dos milhares de chiqueiros desse país.

terça-feira, 3 de junho de 2014

perguntas

novamente surgem perguntas
sobre o que ser feito
o que foi feito
e o agora.
cada vez os pensamentos me carregam
para um poço sem fundo
onde a única luz que vejo
é a da desilusão.
mentes perdidas na minha frente
fingem não me ver
e aos poucos
(enquanto ainda tento inutilmente
acreditar nas mentiras que conto)
vou aprendendo
a não vê-las também.
mas eis que no meio delas
surgem uma ou outra
e gritam.
não sei se para me acordar
ou para me fazer lembrar
que ainda há algo a ser feito.
seja lá o que for.
talvez elas sejam a resposta para as perguntas que vivo fazendo a mim mesmo.