era uma vez uma abelha que queria vuá eai ela perguntou pro seu amigo gato:
- gato eu quero vua eai o gato falou- meu amigo se voce quer avua ce tenqui tenta eai a abelha pulou de um penhasco e morreu
fim🐝🐝
era uma vez uma abelha que queria vuá eai ela perguntou pro seu amigo gato:
- gato eu quero vua eai o gato falou- meu amigo se voce quer avua ce tenqui tenta eai a abelha pulou de um penhasco e morreu
fim🐝🐝
Já fui movido pelo amor
em um sonho utópico de outrora
onde todos tinham a mesma porção
de dignidade
ainda hoje espero que seja assim
mas não é isso o que me move hoje
Hoje sou movido pelo ódio
mas não o ódio às gentes
mas o ódio ao comodismo disfarçado de tranquilidade
ódio à inércia disfarçada de "as coisas são assim mesmo"
ódio da goteira que pinga na casa onde moro
e a cada pingo meu ódio aumenta
e cada vez que a chuva cai
e aumenta a força e a quantidade das goteiras
lembro do ódio que me move
pela situação que o sonho pouco fazedor me trouxe
e enquanto a chuva continuar caindo
e essas goteiras forem pingando
gota após gota
alimento mais o meu ódio
que me serve de combustível
para que um dia eu espalhe o amor
Dentro desses prédios frios
com a mente acelerada pelos megabytes
olhando para essas telas frias
ensurdecido pelo som dos cliques
e tantas conversas frias
corro até a janela
e nessa manhã fria
o canto de um pássaro ao longe
é a única coisa que consegue aquecer meu pensamento
e de repente percebo
que toda a perfeição que os homens procuram nas máquinas
sempre esteve ao nosso redor
disfarçada de natureza.
Tantos anos se passaram
tantos dias já se foram
não faço a mínima ideia de quantos faltam
mas enquanto isso
vou caminhando
aprendendo
repensando
ensinando
chorando
amando
como todo ser humano faz.
Mais cedo ou mais tarde a vida se ajeita
Aos poucos voltamos à velha situação
O novo normal que nunca chegou
Só mostrou o abismo da nossa nação
Quem sempre foi rico, continuou rico
Já os pobres, coitados, mais pobres estão
As contas que chegam têm data marcada
Se o boleto vence, perdeu cidadão
O povo tem fome e quer trabalhar
Discurso de ficar em casa dá não
São tantos problemas que o povo enfrenta
Que o vírus foi só mais um na multidão
Morreram parentes, amigos de infância
Muitos pais de família se foram então
Trazendo a dor, deixando a saudade
Não tinham histórico de atleta não
Nesse fanatismo canhoto e destro
Perdemos amigos, perdemos irmãos
Mais cedo ou mais tarde as máscaras caem
Voltamos à vida de aglomeração
Covid já não é mais a manchete
no rádio, internet ou televisão
O vírus que chega agora é outro
a cada dois anos invade a nação
O vírus que assola esse povo sofrido
não esqueça, amigo, é o da corrupção.