Estão porcos.
No meio dos porcos,
alimentam-se como porcos.
Andam em filas
como porcos.
A prole dos bacuris só aumenta a cada dia que passa,
fadados a seguir o mesmo destino de seus genitores.
Viver como porcos.
São tratados como porcos pela sociedade.
Por outro lado, os grandes porcos dessa nação
que só engordam suas contas,
se lambuzam no chiqueiro da mentira,
sustentados pela sujeira da ignorância dos milhares de chiqueiros desse país.
sábado, 2 de agosto de 2014
terça-feira, 3 de junho de 2014
perguntas
novamente surgem perguntas
sobre o que ser feito
o que foi feito
e o agora.
cada vez os pensamentos me carregam
para um poço sem fundo
onde a única luz que vejo
é a da desilusão.
mentes perdidas na minha frente
fingem não me ver
e aos poucos
(enquanto ainda tento inutilmente
acreditar nas mentiras que conto)
vou aprendendo
a não vê-las também.
mas eis que no meio delas
surgem uma ou outra
e gritam.
não sei se para me acordar
ou para me fazer lembrar
que ainda há algo a ser feito.
seja lá o que for.
talvez elas sejam a resposta para as perguntas que vivo fazendo a mim mesmo.
sobre o que ser feito
o que foi feito
e o agora.
cada vez os pensamentos me carregam
para um poço sem fundo
onde a única luz que vejo
é a da desilusão.
mentes perdidas na minha frente
fingem não me ver
e aos poucos
(enquanto ainda tento inutilmente
acreditar nas mentiras que conto)
vou aprendendo
a não vê-las também.
mas eis que no meio delas
surgem uma ou outra
e gritam.
não sei se para me acordar
ou para me fazer lembrar
que ainda há algo a ser feito.
seja lá o que for.
talvez elas sejam a resposta para as perguntas que vivo fazendo a mim mesmo.
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
PASSA TEMPO
passa tempo
pela gente
tempo passa
pela vida
vida passa
pelo tempo
tempo vida
gente passa
pela vida
pela gente
e a gente
passa tempo
e o tempo
passa a gente
e depois
leva embora
e só fica
a lembrança
o lamento
de um tempo
que passou...
E não volta mais.
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Sem título
Caros amigos, chega um momento em que o ser humano se pergunta qual o verdadeiro motivo de habitar esta Terra.
Começa a analisar seus feitos e defeitos, como quem procurasse justificar a condição em que se encontra naquele momento de introspecção.
Pesa tudo na balança da justiça divina (alguns) ou na balança humana (outros), esperando que haja algum valor positivo dentre tudo o que já viveu.
Frequentemente me pego a observar o comportamento humano, baseando-me na simplória realidade que me cerca.
Pessoas humildes, batalhadoras (nem todas), mas acima de tudo esperançosas de tempos melhores, presas às sua vidas presentes, imediatas, efêmeras.
Criando seus filhos (ou apenas os vendo crescer) sem se dar noção da constante passagem do tempo, que ao mesmo ensina a viver e a aceitar as provações que a vida nos oferece.
Em um mundo que supostamente deveria servir a todos.
Em uma sociedade onde supostamente todos servimos para alguma coisa.
Em uma realidade injusta, mas ao mesmo tempo suficiente (pelo menos para a maioria).
Cercado de tantas contradições, desenganos, mas ao mesmo tempo da mais singela felicidade, muitas vezes estampada num sorriso de criança.
Sentindo o sol nascer e morrer a cada dia, levando um pouco da minha existência junto com ele.
Maravilhado com a perfeita criatura humana e como ela se desenvolve nos ventres maternos, com toda sua delicadeza.
E imaginando que um dia ela se tornará tão falha quanto todos da sua espécie.
Duvidando se vale a pena ter algo pra acreditar, nem que seja para que no apagar das luzes eu possa ter vontade de continuar o que venho fazendo até hoje: simplesmente vivendo.
Talvez tudo isso seja besteira. É, talvez.
Mas de vez em quando eu vou me perguntar.
Começa a analisar seus feitos e defeitos, como quem procurasse justificar a condição em que se encontra naquele momento de introspecção.
Pesa tudo na balança da justiça divina (alguns) ou na balança humana (outros), esperando que haja algum valor positivo dentre tudo o que já viveu.
Frequentemente me pego a observar o comportamento humano, baseando-me na simplória realidade que me cerca.
Pessoas humildes, batalhadoras (nem todas), mas acima de tudo esperançosas de tempos melhores, presas às sua vidas presentes, imediatas, efêmeras.
Criando seus filhos (ou apenas os vendo crescer) sem se dar noção da constante passagem do tempo, que ao mesmo ensina a viver e a aceitar as provações que a vida nos oferece.
Em um mundo que supostamente deveria servir a todos.
Em uma sociedade onde supostamente todos servimos para alguma coisa.
Em uma realidade injusta, mas ao mesmo tempo suficiente (pelo menos para a maioria).
Cercado de tantas contradições, desenganos, mas ao mesmo tempo da mais singela felicidade, muitas vezes estampada num sorriso de criança.
Sentindo o sol nascer e morrer a cada dia, levando um pouco da minha existência junto com ele.
Maravilhado com a perfeita criatura humana e como ela se desenvolve nos ventres maternos, com toda sua delicadeza.
E imaginando que um dia ela se tornará tão falha quanto todos da sua espécie.
Duvidando se vale a pena ter algo pra acreditar, nem que seja para que no apagar das luzes eu possa ter vontade de continuar o que venho fazendo até hoje: simplesmente vivendo.
Talvez tudo isso seja besteira. É, talvez.
Mas de vez em quando eu vou me perguntar.
domingo, 30 de junho de 2013
Depois das ruas, as leis
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| Da Web |
Diante da repercussão dos protestos, a presidenta Dilma e o Congresso agiram às pressas : a PEC 37, que limitava o poder do Ministério Público em investigações, foi derrubada; corrupção agora é considerada crime hediondo; e a presidenta propôs um plebiscito para a reforma política. Mas eis que surge um questionamento: isso será suficiente?
Muitos dos que participaram do protesto sequer tem ideia do que está sendo reclamado. Grande parte tem consciência, mas por serem muitas as demandas, pode ocorrer uma fragilização dos movimentos e consequentemente, a perda do foco, tornando as manifestações propícias a críticas voltadas a atos isolados de vandalismo (o que, diga-se de passagem, não foi registrado em manifestações tocantinenses). A insatisfação com os rumos da política nacional não deve ser traduzida em destruição do patrimônio público. É nesse quadro que a educação faz toda a diferença.
Mais do que investimentos, faz-se necessária o comprometimento da sociedade na fiscalização das ações dos governantes. Vejo como de fundamental importância a participação popular nas discussões e criação de leis voltadas para o bem comum, em espaços como conferências e seminários sobre habitação, educação, cultura, saúde e assistência social, entre outros temas. Já fomos às ruas: agora, vamos às leis.
Fiquemos de olho, companheiros.
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